Dicionário Anticapacitismo

Para combater o preconceito contra a esquizofrenia e levar informação de qualidade à sociedade, nos unimos ao Programa de Esquizofrenia (PROESQ), à Associação Mãos de Mães de Pessoas com Esquizofrenia (AMME) e à Associação de Crônicos do Dia a Dia (CDD) para a realização de mais uma fase da campanha Ouçam Nossas Vozes.

Neste ano, o foco é a discussão sobre a linguagem inclusiva em saúde mental, com o lançamento do “Dicionário Anticapacitista em Saúde Mental”, que trata sobre o capacitismo, ou seja, a discriminação de pessoas com deficiência e/ou transtorno psiquiátrico¹.

O dicionário conta com uma série de expressões, como “surtado(a), “lunático(a), “retardado(a)” e “maníaco(a)”, que costumam ser associadas pejorativamente a quem vive com a esquizofrenia e outras condições psiquiátricas, reforçando o preconceito e o estigma em torno das doenças mentais. No carrossel, você confere algumas delas.

Para fazer o download do “Dicionário Anticapacitista em Saúde Mental”, basta acessar o link da nossa bio. Marque aquelas pessoas que podem tem interesse neste conteúdo e nos ajude a ampliar essa conversa tão importante!

#ParaTodosVerem: esse conteúdo possui texto alternativo.
#JanssenBrasil #Esquizofrenia #OucamNossasVozes

Referência:
1 O que é o capacitismo e como ele se apresenta na sociedade. Fundação Telefônica Vivo. Disponível em: https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/o-que-e-o-capacitismo-e-como-ele-se-apresenta-na-sociedade

Estudo mundial encontra fatores genéticos que explicam a causa da esquizofrenia

A explicação da causa da esquizofrenia teve um grande avanço. Com base em um estudo mundial inédito, pesquisadores analisaram milhares de amostras de genomas humanos e observaram 120 variações genéticas que podem estar associadas diretamente com a doença psiquiátrica. Grande parte dessas variações, segundo estimativas, pode representar até 24% para o desenvolvimento do distúrbio.

A pesquisa foi publicada na prestigiosa revista Nature e foi realizada pelo PGC (Consórcio de Genômica Psiquiátrica, na sigla em inglês). A investigação contou com milhares de pesquisadores ao redor do mundo. No Brasil, um grupo de psiquiatras e biomédicos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) fez parte do estudo.

Em razão do caráter global, a pesquisa teve o feito inédito de compilar o maior número de amostras globais de genomas humanos para análise voltada à esquizofrenia. No total, mais de 300 mil dessas amostras compuseram o grupo experimental (que tem a doença) e o controle (que não tem esse diagnóstico).

A maior parte do estudo se concentrou na análise de variantes comuns, aquelas que são normais de acontecer na população e, por isso, não são consideradas mutações.

“Essas variantes comuns diferem em uma única base do DNA, que é formado por quatro bases —adenina, timina, guanina e citosina. Essas bases se intercalam por toda a sequência genética, mas em alguns pontos específicos do nosso genoma essas localizações podem variar de pessoa para pessoa. Então, enquanto naquela mesma posição eu tenho uma adenina, alguém pode ter guanina. É isso que faz com que elas sejam diferentes”, afirma Sintia Belangero, professora do departamento de morfologia e genética da Unifesp e uma das pesquisadoras principais do artigo.

Esse tipo de análise voltada para variantes comuns consiste principalmente em associá-las com algum traço que os pesquisadores desejam investigar —nesse caso, foi a esquizofrenia—, comparando entre os grupos controle e experimental que compõem o estudo.

A partir daí, foi possível observar as regiões do genoma envolvidas com a doença. O estudo encontrou, no total, 287 dessas regiões para a esquizofrenia.

Após isso, os pesquisadores ainda realizaram outras análises nessas regiões a fim de identificar quais genes que realmente teriam associação com a origem da doença, a fim de precisar mais os fatores relacionados ao distúrbio. “Região é como se fossem bairros, e os genes são as ruas”, exemplifica a pesquisadora.

Uma das metodologias feitas para essa parte da pesquisa é chamada de randomização mendeliana, em que é feito um mapeamento fino que permite tanto observar as regiões quanto “inferir causalidade, ou seja, qual dos genes têm uma relação causal com a doença”.

Com técnicas como essas, os pesquisadores conseguiram identificar os 120 genes que realmente têm uma associação forte com a esquizofrenia e que podem explicar até 24% da sua etiologia (causa de uma doença).

“Em média, 80% da causa da esquizofrenia é atribuída a questões genéticas. Um forte contribuinte são essas variantes comuns que foram investigadas no estudo e, por meio de cálculos, chegou-se à estimativa de que elas abrangem até 24% desse total de 80%”, diz a professora.

As ferramentas de que o estudo lançou mão também possibilitaram identificar que os 120 genes atuam principalmente nos neurônios, importantes células do cérebro. Essa descoberta, segundo Belangero, evidencia ainda mais a relação entre os genes e a esquizofrenia já que eles são expressos basicamente em células cerebrais podem reforçar a associação com a doença psiquiátrica.

No entanto, além das variantes comuns, uma parte do estudo também investigou a questão daquelas consideradas variantes raras, ou seja, que são mutações.

Nesse caso, foi necessário realizar sequenciamento de DNA dos genomas, um método diferente daquele de associação realizado para as alterações comuns.

Foi por meio dessa análise que os cientistas encontraram outro ponto interessante: as mutações associadas à esquizofrenia eram semelhantes às vistas no autismo.

“Esses genes que encontramos nesse artigo já foram descritos como envolvidos com o autismo, fazendo com que esse seja mais um indício de que a esquizofrenia tem um compartilhamento genético com essa outra doença”, afirma Belangero.

As descobertas feitas pela pesquisa, além de serem um importante avanço para entender as causas da esquizofrenia, podem ser úteis no futuro para a prática médica. Atualmente, diz Belangero, não existem exames médicos para apoiar diagnósticos de doenças psiquiátricas, fazendo com que seja “muito importante entender mais e mais da etiologia [desses distúrbios] para um dia nos aproximarmos de um diagnóstico mais preciso”.

Outro ponto é que investigações para entender a causa de uma doença podem ajudar no avanço da chamada medicina personalizada em que o tratamento é mutável a depender do quadro de cada paciente.

“Embora a esquizofrenia seja tratável, isso não funciona para todo mundo. Então, se conhecermos bem a genética de uma pessoa, é possível desenvolver tratamentos individualizados e personalizados”, complementa a professora.

 

NEM TUDO É SÓ GENÉTICA

O fator genético é o mais importante para explicar a causa da esquizofrenia, mas não só. “A esquizofrenia é uma doença complexa, ou seja, ela tem fatores genéticos e ambientais envolvidos”, afirma Belangero. É justamente por essa razão que não é possível fincar que as descobertas feitas no estudo são os únicos fatores para alguém desenvolver a esquizofrenia.

Os aspectos ambientais, por exemplo, envolvem diversos tipos, como desenvolvimento da pessoa durante a infância, contexto urbano em que vive e, principalmente, o uso excessivo de maconha.

Mesmo que eles sejam importantes para entender outro lado da causa da doença, Belangero ressalta que eles continuam secundários. “Os fatores ambientais para esquizofrenia são importantes, mas sabemos que a maior contribuição mesmo é genética”, conclui.

 

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AMME em São Paulo e Rio de Janeiro

No mês de Fevereiro de 2022, a Presidente da AMME  – Sarah Nicolleli esteve em São Paulo e Rio de Janeiro para uma confraternização com algumas famílias. Foi um encontro onde foi consolidada esta parceria entre Dirigentes e Associados da AMME.

Também estiveram presentes alguns filhos que foram exemplos para muitas famílias, mostrando que a vida nos envia surpresas boas, como a estabilização.

A AMME pretende percorrer o Brasil para conhecer outras famílias e assim, fortalecermos ainda mais o vínculo entre Associação e Associadas.

Que venham outros momentos maravilhosos como estes!!

 

Saiu no Estadão – Falta de Medicamentos nas farmácias de alto custo

A falta dos medicamentos Clozapina, Olanzapina, Quetiapina nas farmácias de alto custo tem causado indignação das famílias de pessoas com Esquizofrenia.

Abaixo, os Estados que faltam medicamentos, click em cima para abrir o link.

Medicamentos antipsicóticos em falta SUS (2)

Abaixo, a matéria completa

https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/entrega-de-remedios-para-esquizofrenia-no-sus-esta-parada-em-dez-estados-diz-associacao/

 

 

 

Conselho Tutelar de Tamarana visita a AMME

 

Hoje foi um dia muito bom na AMME. As queridas mãe Camila e a Conselheira Tutelar de Tamarana – PR, Marcia visitaram a AMME para alinharmos propostas para o ano de 2022. Unindo esforços poderemos mudar a saúde mental em locais onde a assistência ainda é precária.

 

AMME no Projeto PUMAS

O projeto PUMAS convida voluntários a participar do maior estudo já feito sobre genética da esquizofrenia no Brasil e membros da AMME participaram.

O estudo PUMAS faz parte de uma grande colaboração internacional para coletarmos dados em locais que ficam fora dos estudos, normalmente realizados em países da América do Norte e Europa. O estudo é uma parceria que envolve 5 países na África, 3 na América Latina e os Estados Unidos. A sua participação nos ajudará a entender melhor a esquizofrenia e o transtorno afetivo bipolar.

⚠️ A participação é voluntária, sem custo, e envolve o preenchimento de um questionário de cerca de 1h e coleta de sangue que será realizado aos domingos no Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental.

Cerimônia de Lançamento do Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental


A AMME esteve presente no evento do Ministério da Saúde, em Brasília, que mostrou a importância da formação (capacitação) em emergências e urgências em saúde mental. É sabido, que muitos profissionais do SAMU não atendem emergências psiquiátricas da maneira necessária, causando inclusive, muito estresse nos profissionais quando há um atendimento com paciente mais agressivo.

 

  • Todos os custos da viagem, foram custeados por uma ação solidária das mães da AMME, que proporcionaram a minha representação das famílias no evento. Agradeço a esta equipe fantástica de mães.

Encontro com Advogados da AMME

A AMME, aqui representadas por Sarah Nicolleli e Lia Paz de Curitiba e Josiane Pierri de Santa Catarina com os Advogados que atuam na área previdenciária por Dr Kisley Domingos e na área civil pela Dra Camila Virmond. O encontro foi em Florianópolis para alinharmos as demandas.