PALIPERIDONA SERÁ FORNECIDA PELO SUS NO PARANÁ

paliperidona (comercialmente conhecida como Invega Sustenna, Vegapali ou Invega Trinza) está sendo incluída na lista de medicamentos fornecidos pelo SUS no Paraná para tratamento de saúde mental, com previsão de disponibilidade aprimorada a partir de meados do primeiro semestre de 2026.
  • Ampliação no Paraná: O Governo do Estado do Paraná, em parceria com a Secretaria de Saúde e o consórcio Paraná Saúde, anunciou investimentos para ampliar a oferta de medicamentos modernos para esquizofrenia, ansiedade e depressão, incluindo novos antipsicóticos injetáveis.
  • Disponibilidade: A previsão é que essa nova lista, mais moderna, esteja disponível nas farmácias do SUS em todo o estado a partir de meados do primeiro semestre de 2026.
  • Uso e Prescrição: Os medicamentos serão fornecidos gratuitamente, mas exigem prescrição médica.
  • Alternativa via Judicial: Como a incorporação completa pelo SUS nacional ainda é um processo em andamento (com recomendações desfavoráveis anteriores da CONITEC), muitos pacientes no Paraná obtêm o medicamento via judicial ou através das demandas da rede de saúde mental do estado, dada a sua eficácia em casos específicos de esquizofrenia.
É recomendável que o paciente, acompanhado de laudo médico detalhado, procure o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de referência ou a Secretaria de Saúde do seu município no Paraná para verificar a disponibilidade atualizada.

AMME repudia ato de brigadistas do RS


Em novembro de 2025, a AMME enviou carta repúdio e solicita investigação da conduta dos policiais após a tragédia no RS

 

À Sua Excelência, Governo Federal e Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Sul,

Assunto: Pedido de Esclarecimento e Providências sobre a Morte de Jovem em Porto Alegre e Conduta dos Policiais Envolvidos

Venho, por meio desta, manifestar minha profunda indignação e preocupação diante do trágico episódio ocorrido recentemente na cidade de Porto Alegre, onde um jovem com diagnóstico de esquizofrenia, foi abordado pela Polícia Militar e, infelizmente, perdeu a vida. O jovem, que estava desarmado e, portanto, não representava risco imediato à segurança dos policiais ou da população, foi submetido a uma abordagem que culminou em sua morte.

Este incidente é ainda mais gravoso e perturbador pelo fato de que, após a tragédia, há relatos de que policiais envolvidos na ocorrência estavam rindo dentro da viatura, demonstrando total desrespeito pela vida humana e falta de empatia diante de uma situação tão trágica.

É inaceitável que, em um Estado Democrático de Direito, um cidadão tenha sua vida ceifada de maneira tão violenta, ainda mais considerando o fato de que o jovem estava em uma situação vulnerável devido à sua condição de saúde mental. A esquizofrenia é uma doença que exige compreensão e tratamento adequado, não sendo justificativa para violência policial. A atuação da polícia, ao invés de promover a proteção e garantir os direitos do cidadão, tem se mostrado, neste caso, uma violação brutal dos direitos humanos.

Diante do exposto, solicito:

1. Esclarecimentos formais sobre as circunstâncias da abordagem policial e a morte do jovem, incluindo a apuração da conduta dos policiais envolvidos;

2. Providências imediatas para garantir que situações semelhantes não se repitam, com a implementação de treinamentos mais eficazes para policiais em situações de abordagem de pessoas com distúrbios mentais, bem como a revisão das práticas de uso da força policial;

3. Abertura de uma investigação independente sobre a conduta dos policiais que, ao que tudo indica, não demonstraram respeito pela vida humana e pela gravidade da situação, conforme os relatos de que estariam rindo após o ocorrido;

4. Compromisso público com a reforma da abordagem policial, visando a uma atuação mais humana e respeitosa dos direitos dos cidadãos, especialmente no que diz respeito ao tratamento de pessoas com transtornos mentais.

Não podemos aceitar que episódios como este se repitam em nossa sociedade. A Polícia Militar tem o dever de proteger e servir a população, mas é imprescindível que a atuação policial seja pautada pela empatia, respeito à dignidade humana e pelo cumprimento rigoroso dos direitos fundamentais, conforme garantido pela Constituição Federal.

Na esperança de que este caso seja tratado com a seriedade que merece, aguardamos um posicionamento claro e resolutivo das autoridades competentes.

Atenciosamente,

Sarah Nicolleli
Presidente da AMME – Associação Mãos de Mães de Pessoas com Esquizofrenia.