Início / Conteúdo
informação que protegeDireitos das famílias
Benefício, medicamento, plano de saúde, curatela. Reunimos aqui as dúvidas que mais chegam até nós — explicadas sem juridiquês, para você encontrar rápido o que precisa.
Benefícios e INSS
Como faço para ter direito ao benefício assistencial BPC/LOAS?
O BPC/LOAS é um benefício assistencial de um salário mínimo mensal, pago pelo INSS a pessoas com deficiência (incluindo transtornos mentais graves) que comprovem baixa renda familiar.
Não é preciso ter contribuído para o INSS. É necessário:
- Estar inscrito no CadÚnico
- Passar por perícia médica e avaliação social do INSS
- Comprovar renda familiar por pessoa abaixo do limite legal
O pedido pode ser feito pelo Meu INSS ou pelo telefone 135. Se for negado, é possível recorrer — nossos advogados voluntários orientam nesses casos.
Curatela
Quando é necessário pedir curatela para uma pessoa com esquizofrenia?
A curatela não é automática e nem sempre é necessária. Ela é uma medida judicial para quando a pessoa não consegue, de forma duradoura, expressar sua vontade em atos da vida civil — como administrar dinheiro ou assinar contratos.
Hoje a lei prioriza a autonomia da pessoa: a curatela deve ser a exceção, limitada apenas aos atos em que ela é realmente necessária.
Converse com a AMME antes de entrar com o pedido — em muitos casos, existem alternativas menos restritivas.
Plano de saúde
Tenho plano de saúde. Ele pode negar consultas com psiquiatra ou psicólogo?
Não. A cobertura de saúde mental é obrigatória e não pode haver limite de sessões para psicoterapia ou consultas psiquiátricas, conforme as normas da ANS.
Também são consideradas negativas abusivas:
- Limitar dias de internação psiquiátrica
- Negar cobertura alegando “doença preexistente” fora do prazo de carência
- Exigir coparticipação abusiva em internações
Se isso acontecer, peça a negativa por escrito e registre reclamação na ANS (0800 701 9656). Guarde todos os protocolos.
SUS e medicamentos
É possível obter medicamentos de uso contínuo pelo SUS?
Sim. Medicamentos para esquizofrenia, incluindo antipsicóticos como a clozapina, fazem parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do SUS.
Para solicitar, normalmente é preciso:
- Receita médica e laudo (LME) preenchido pelo psiquiatra
- Documentos pessoais, comprovante de residência e Cartão SUS
- Abrir o processo na farmácia de medicamentos especializados do seu estado
Se o medicamento for negado ou faltar, é possível recorrer judicialmente — a AMME orienta nesse caminho.
Como garantir que o tratamento não seja interrompido?
A continuidade do tratamento é o fator que mais influencia na estabilidade. Algumas práticas ajudam:
- Manter o CAPS de referência como porta de entrada
- Renovar receitas e o laudo (LME) antes de acabar o medicamento
- Registrar todos os atendimentos e guardar protocolos
- Avisar a equipe sobre efeitos colaterais em vez de interromper por conta própria
Interromper a medicação sem acompanhamento é uma das principais causas de recaída. Se houver resistência ao tratamento, procure a equipe — e também a AMME, para apoio à família.
Internação
Como funciona a internação psiquiátrica?
A legislação brasileira prevê três tipos:
- Voluntária — com o consentimento da pessoa
- Involuntária — a pedido da família, com indicação médica, e comunicada ao Ministério Público
- Compulsória — determinada pela Justiça
A internação deve ser sempre o último recurso, quando os meios extra-hospitalares não forem suficientes, e pelo menor tempo possível. O objetivo é a reinserção social da pessoa.
Se você está diante dessa decisão, fale com a gente antes — é um momento difícil e você não precisa decidir sozinho.
Não encontrou sua dúvida?
A AMME conta com advogados voluntários que orientam as famílias associadas. Fale com a gente e explique seu caso — vamos te indicar o caminho.
Atenção
As informações desta página têm caráter orientativo e educativo e não substituem a consulta a um advogado ou a um profissional de saúde. Leis e regras mudam — sempre confirme a informação no órgão responsável.
